|
|
|
|
|
Notícias
Marta Suplicy é eleita presidente de organização
mundial de cidades
6/5/2004 - Secretaria de Relações
Internacionais
A prefeita de São
Paulo, Marta Suplicy, foi eleita e assumiu na quarta-feira, 5 de maio,
a presidência da organização Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU).
A entidade recém-criada nasce como a maior representação mundial de cidades
e regiões.
Nesse primeiro mandato, Marta Suplicy pretende empenhar-se em dar início
a uma mudança das relações das cidades com organismos multilaterais, como
o Banco Mundial e a ONU, numa relação mais direta e menos condicionada
por outras instâncias de governo. Outra meta é promover maior intercâmbio
e capacitação de gestores municipais, além de reafirmar o compromisso
com os objetivos das Nações Unidas para o desenvolvimento do milênio,
como a redução da fome e da pobreza e o acesso à água potável.
A eleição de Marta Suplicy aconteceu na Assembléia Geral da CGLU em Paris,
no Palais Du Congrès. Participaram do 1º Congresso, aberto no domingo,
2 de maio, pelo presidente francês Jacques Chirac, 2.946 delegados de
todos os continentes. Marta Suplicy foi eleita por unanimidade pelo Conselho
Mundial, formado por 338 representantes de cidades como Tóquio, Osaka,
Londres, Roma, Madri, Barcelona, Montréal, Quebec, Beirute, Buenos Aires,
Bogotá, México, Montevidéu e Pequim.
A prefeita de São Paulo foi eleita em chapa única para a presidência,
formada por três representantes, conforme define o estatuto, juntamente
com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, e de Pretoria (África do Sul),
Smangaliso Mkhatswa, para três anos de mandato. Cada um exercerá mandato
de um ano e, no primeiro, a presidente será Marta Suplicy. O tesoureiro
da nova organização será Clarence Anthony, prefeito de South Bay, dos
EUA. A secretária-geral será Elizabeth Gatteau, que foi durante muitos
anos assessora do ex-presidente da França Giscard D' Estaing.
A CGLU nasce da fusão das três principais entidades mundiais de prefeitos,
a Federação Mundial de Cidades Unidas (FMCU), a União Internacional de
Autoridades Locais (IULA, sigla em inglês) e a Metropolis (rede formada
por cidades com mais de um milhão de habitantes). A CGLU torna-se assim
a principal organização mundial de representação das cidades. Ela pretende
tornar-se o canal oficial de reivindicação de recursos e de definição
de políticas mundiais para as cidades junto aos órgãos internacionais
de decisão.
Mais da metade da população do mundo vive hoje nas cidades e a CGLU pretende
somar esforços e trocar experiências em programas de combate à pobreza,
inclusão social e outras áreas de relevância nas cidades, como saneamento,
transporte, combate à poluição e uso de recursos naturais, como a água.
Marta Suplicy é coordenadora de Relações Internacionais da Frente Nacional
de Prefeitos do Brasil. Também atuava como presidente para a América Latina
e vice-presidente da FMCU, organização que foi extinta com a criação da
CGLU. Sua eleição para a presidência da nova entidade agrega importância
para a realização da 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio
e Desenvolvimento (Unctad), que ocorrerá de 13 a 18 de junho em São Paulo.
Será o maior evento internacional a ser realizado no Brasil desde a Eco
92 e deverá contar com a presença do secretário geral da ONU, Kofi Annan,
e de vários primeiros mandatários de outros países.
Na sexta-feira, 7 de maio, a prefeita Marta Suplicy viaja para Barcelona,
na Espanha, onde participará do 4º Fórum de Autoridades Locais pela
Inclusão Social, no qual será definida a Agenda 21 de prioridades das
cidades para as Nações Unidas, e da abertura do Fórum Mundial de Culturas.
|
|
|